sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mutantes? Inumanos? Supra-humanos?

Apresentando alguns NPCs

Infelizmente não é possível encontrar imagens que expressem alguns Coringas como "A velha  do terceiro Olho e Black Power", "Zoinho" (o homem das pálpebras invertidas), ou "A Sapatão Azul"

Soldado Silva













O pastor



O Sapo Noturno
Kezia





O Vingador Rubro (in memorian)
Tomate

???

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Inumanos: Apresentando os Humanos



"Não são humanos! São demônios que ocuparam seus lugares para tentar dominar o mundo!" 
"Estas pessoas foram sequestradas por alienígenas e puseram clones em seus lugares. É um plano de invasão terrestre!"


"Trata-se da evolução da Humanidade. Nós como indivíduos nos tornamos tão independentes que a evolução encontrou este caminho!"


"Por mim matava tudo! Nunca vi um que prestasse.  Tudo bandido! Tudo matando!"


"São seres de luz que foram trazidos à Terra para conduzir a humanidade para a próxima etapa de elevação espiritual do planeta, onde teremos de aceitar nossas diferenças e procurarmos o que temos em comum..."


"Estas pessoas estão possuídas! Mas tem salvação! Basta aceitarem Jesus! Eu era Inumano... mas aceitei Jesus e hoje sou humano de novo!"

"Não tenho nada contra, só não acho que deveriam ficar andando pela rua assim, em plena luz do dia. O que minha filha pequena vai pensar?"


"Não se trata de evolução. Evolução acontece em indivíduos diferentes, porém com traços adaptativos em comum. Não há traço em comum. Como ser azul me torna mais apto?"
E eu preciso achar alguma coisa a respeito? Preciso falar o que acho dos vulcões? O que acho do oceano? As coisas simplesmente são. Acostume-se.





segunda-feira, 4 de julho de 2016

Na casa da Floresta

Lucius
Pararam a carruagem em frente a casa onde os negros capinavam. Despiram-se dos casacos, estava estranhamente quente lá fora.
O homem elegantemente vestido olhou para a casa e parou para observa-la por alguns segundos. O gigante ao seu lado deu voz aos seus pensamentos:
- Uma casa destas... só com negros, hum? Estranho, nao é?
Lucius apenas concordou com a cabeça discretamente. Se aqueles negros eram fortes o suficiente para tomar aquele lugar, com certeza não queria desagrada-los com suas inquietações.
- Vem... é por aqui. - Disse o gigante Seth, enquanto o conduzia pela lateral da casa, em direção a um terreno  que terminava em uma elevação e, após isso, na floresta.
Lucius enxugou o suor da testa com um lenço branco que tirou do bolso. “Como é possível que esteja tao quente? Estamos no inverno!”, pensava, quando chegou ao topo da elevação e viu o casebre que se erguia há alguns metros da floresta.
- Não deveríamos esperar os outros? Eles devem chegar em cerca de uma hora.
- E esperar de baixo deste sol? Nem pensar!  - disse Seth se encaminhando para a casa. Lucius deu de ombros e o seguiu.
Bateram na porta e entraram, a velha estava sentada em uma cadeira de balanço, fumando um cigarro de palha. Lucius sentiu um arrepio subir-lhe a espinha e teve medo.
- Ora, ora, ora, ta ai alguém qui num vejo há muitu tempo!
Lucius sabia que falava dele, Seth limitou-se a escorar-se em um pilar de madeira e cruzar os braços.
- Nos conhecemos, senhora?
A velha puxou uma tragada profunda de seu cigarro e riu, tossindo em seguida.
- Você sabe a resposta, meninu. A última vez que nos vimos você botou fogo na minha casa. Esta casa! E eu morri…. Eu morrer é parte do ciclo, sabe… mas a casa?! Pra que queimar a pobre casinha?! O que ela te fez?
Lucius olhou para Seth confuso, que sorriu retribuindo a impressão.
- Então a gente se conhece de outras vidas? - perguntou Lucius incerto.
- Outras não! Uma só! Esta é a segunda vez que tenho o desprazer de cruzar com sua pessoa, rapaz. Vô dizer que a primeira impressão num foi boa. Você vai ter que se esforçá!
Lucius ajeitou a roupa e disse vigorosamente:
- Prometo que vou me esforçar, senhora.
Ela riu novamente.
- Senhora? Você já me chamou de bruxa... serva do diabo... velha doida! Não que alguma destas coisas fosse mentira mas… cê está sendo muito delicado, padre. Fale a que veio. Você sempre foi objetivo.
Lucius pareceu se irritar, respirou fundo, controlou-se:
- Eles me disseram que você pode remover a mácula. Que você pode tirar isso da gente.
- Isso é verdade, padre. Posso sim. Mas o problema é muito maior do que isso.
Seth descruzou os braços e perguntou timidamente:
- Por que?
- Por que vocês estão entrando no mesmo caminho sem volta que já percorreram. As vidas são cíclicas, por mais que vocês gostem de pensar que estão no controle e que desta vez farão tudo diferente, Seth. Não vão. Poder demais corrompe. Até mesmo os homens do Martelo sabe disso. Por isso marcaram vocês. - Virou-se para Lucius - Foi por isso que você marcou os 3, padre. Você queria impedi-los de que fizessem algo muito ruim, mas, cheio de ganância, como é natural da alma do homem, voltou atrás e por isso compartilha do mesmo destino.
Lucius baixou a cabeça e fitou os próprios pés. Seth estufou o peito pendia a cabeça ora para o lado da velha, ora para o lado do companheiro.
- Você está querendo dizer que ele…
- Sim, Seth, foi o seu próprio amigo que pôs esta marca em vocês...

Eva



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Davi e Golias

Michael McSilly

Todos conhecem a parábola de Davi e Golias. 
O pequeno Davi mata o gigante Golias armado apenas de uma funda e de sua fé.
O mundo nem sempre é tão preto e branco, dizem: Davi e Golias poderiam ser amigos na vida real.
O gigante Golias poderia, por exemplo, bater nos amiguinhos da escola que fizessem piada com o porte físico de Davi, que sem uma funda, não seria capaz de revidar.
Talvez Golias também tivesse destroncado o pescoço de um gato ou cachorro de estimação de um ou outro obstinado colega que insistiu nas brincadeiras, dizendo:
- Se você continuar com isso, quebro O SEU pescoço na próxima.
Davi, sendo sábio, poderia ajudar Golias no dever de casa e nas provas da escola. Davi às vezes juraria que conseguia até mesmo "jogar" as respostas na cabeça do amigo gigante, que era péssimo para lembrar regras e números.
Golias poderia até carregar Davi nas costas quando ele se machucasse e Davi poderia defender Golias dos colegas de bar que tentavam caçoar de sua quase ingenuidade.
O fato é que, no mundo real, Davi e Golias teriam muitas razões para serem amigos inseparáveis, pois um completaria o outro, como pão e sopa de batatas.
Golias pensaria em Davi quando acordasse e Davi pensaria em Golias quando dormisse, como um cego que sonha com olhos bons ou um maneta com a mão direita.

Robert
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domingo, 12 de junho de 2016

Sangue, Suor e Vingança


Seth Morgan

- Você já olhou o sr Seth de perto, Sr. Chance?
O velho homem baixou a taça de conhaque e desdenhou:
- Claro, Srta. Me tomas por um incauto?
A mulher, que conhecia a prepotência do amigo decidiu sorrir ao invés de deixar claro como aquelas atitudes a irritavam:
- Refiro-me a observar de verdade, Sr Chance. Da maneira que só pessoas com seus talentos podem fazer.
O velho abriu a caixa de charutos, retirou um deles e cuidadosamente retirou-lhe a extremidade com o cortador. A mulher sabia que ele estava testando sua paciência, Chance gostava de jogos em tudo o que fazia. Se se mostrasse irritada perderia. Decidiu por tomar outro gole da bebida que segurava na taça de cristal.
- Caso se refira ao aviso e à maldição, Srta. Com toda certeza. Desde a primeira vez que o vi.
Ela, ciente que ainda estava jogando, sorveu mais um gole ruidoso e com calma perguntou:
- E mesmo assim insiste em continuar em contato com este americano?
Ele sorriu e abriu a porta da carruagem. Lá fora nevava e as pessoas se acotovelavam para entrar na rinha.
- Não cheguei até aqui sem saber calcular probabilidades e prever jogadas de meus inimigos, Srta. Não se preocupe. Acompanha-me hoje? Sr Seth entrará na quinta rodada e ganhará em menos de 1 minuto.
Ela sorriu de volta:
- A rinha não é um lugar apropriado para damas, Sr Chance. As únicas mulheres que a frequentam são as prostitutas e as que não tem nada a perder.
O homem desceu da carruagem, deu uma tragada em seu charuto e observou a fumaça se desfazendo no ar:
- E de qual das categorias a Srta se excluiu hoje?
Ela sabia que havia perdido aquele jogo quando ele fechou a porta sorridente e se encaminhou para o local, deixando-a apenas com as lembranças e o ódio.



Sr Chancé

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Dança dos Mortos

Eduard Schön
- Enquanto você não se livrar disso, não vão atender.
- Disso o que? Já estou sem casaco, sem chapéu. O que você fala não faz um pingo de senti... - O coveiro pega a pá e acerta-lhe rosto, interrompendo a frase no meio. Eduard passa alguns segundos, talvez minutos, observando o sangue que estava escorrendo pelo rosto e caindo no chão de terra batida do cemitério. Voltou à realidade com o coveiro gritando:
- Você vem até a casa dos mortos todo engomado?! Camisa bonita?! Sapatos bonitos?! Cabelo alinhado?! É assim que quer falar com quem já apodreceu em baixo da terra, SEU MERDA?! O mundo funciona... o universo funciona em sintonia, seu BURRO! 
Eduard suspirou, levantou-se com esforço e pôs a mão na cabeça: doia. 
Tirou os sapatos e atirou-os longe. Livrou-se também da camisa e deixou que o vento gelado o cortasse. O coveiro se aproximou por trás e sussurrou:
- Descalço como os mortos são enterrados... gelado como eles ficam... sangrando como eles morreram... É assim que funciona, moleque. É assim que os mortos atendem!

Hagar, O Coveiro

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