segunda-feira, 14 de março de 2016

A Afogada

Sentia apenas o corpo gelado e as pernas sendo puxadas para baixo. A água clara e o céu vermelho de fim de tarde ficavam par atrás, enquanto afundava. Ederald, seu amor, se agitava tentando romper os nós há cerca de 2 metros dela.
Olhou mais uma vez para cima, o mundo era um caleidoscópio...


Enfim pousaram, só ouviam os próprios gemidos que se espalhavam indistinguíveis pelo lago. Enxergavam um ao outro. Como ela o amava... como queria poder passar o pouco de oxigênio que lhe restava para que ele continuasse lutando, continuasse tentando. Ele era forte, ele conseguiria... Sentiu um choque no corpo, como se levasse um choque...tentou mexer os dedos das mãos que balançavam à sua frente...eles não responderam...
Pânico!

Tentou mais uma vez chacoalhar as pernas para se soltar: elas não responderam.
A água começou a entrar, não tinha forças para se debater. Sentia ela preenchendo seus pulmões, seu estomago.
A vista foi escurecendo, Ederald também não se mexia....Um último solavanco...

Acordou à beira do lago... amanhecia... estava nua e com muito frio. Seu primeiro pensamento foi Ederald, olhou novamente para o logo, sabia que ele não tivera a mesma sorte. Levantou-se cobrindo-se com as mãos, olhou para a floresta: Brienne indicara uma velha conhecida na floresta, alguém que poderia ajudar, há 3 dias de viagem.
Meteu-se no meio da mata, era rápida como um lobo...



Heidi Baden Forchhammer Kupffer, agora Alex, moça de nobre linhagem, que teve o azar de se apaixonar e se entregar para o cocheiro da casa do pai, vive hoje com uma velha bruxa na floresta. A velha lhe ensina os segredos das ervas e dos deuses que moram na floresta...

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