ou O Prostituto, ou O Pederasta
- Eu vou mandar que tirem você de lá, Albi. Mandarei homens
seqüestrá-lo. Ninguém vai poder dizer que fui eu.
- E o que faríamos depois, meu amor?
- Podemos ir para longe! Podemos ir morar no oriente, nas
Índias! Quem sabe na Península! Tenho terras na Espanha...
- Meu amado, estas pessoas podem nos encontrar onde quer que
estejamos. Eles são a Igreja, eles têm a benção do Papa. Deveríamos nos sentir
agradecidos que ele nos está livrando do destino que merecíamos. – Levantou-se
e começou a se vestir, em frente à janela. Fez isso de propósito, para que a
luz entrasse e destacasse seu corpo... suas curvas...
O amante virou-se para o lado contrário: sofria.
Albino terminou de se vestir e foi até o homem, que sufocava
os prantos contra uma almofada. Respirou fundo, concentrou-se e ergueu sua
cabeça com sua delicada mão:
- Olhe para mim, meu amado. Eu vou embora. A todos, você
dirá que fui me tornar um monge na Itália. Que não me adeqüei ao frio do norte.
Você, meu querido, não chorará por minha partida. Você não sentirá minha falta
e, de fato, até mesmo vai me esquecer depois de um tempo. Você cumpriu sua
obrigação para comigo quando me deu as jóias e o ouro que estou levando. Você
ficará bem, mas nunca mais vai querer outro amante.

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