Estavam exaustos, era como se tivessem lutado em três
guerras, o que de fato acontecera. São
Paulo ainda estava vazia, o silêncio no rádio do carro de César, irritava
Pequeno que tentava achar alguma estação a todo custo.
- Esta porra deve estar quebrada... – E se deixou vencer
pelo cansaço.
Estranhamente até as patrulhas estavam em silêncio naquela
noite, caia uma fina garoa e havia uma certa tensão no ar. César acreditava que
era o calor da batalha: eram os soldados que retornam ao castelo após uma
guerra vitoriosa, com as mãos sujas de sangue e o senso de dever cumprido. As
gotas que escorriam coloridas no pára-brisa do carro era a multidão que
aclamava seus heróis, reflexo dos semáforos mudos.
Chegaram ao Glória, desceram com custo e caminharam até a
porta, algo estava diferente...

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