Quando os Homens criaram os Deuses – Parte II
Pequeno quase derrubou a porta, de tanto bater, até que ela
se abriu:
- Moranguinho?!
Odair, aka Moranguinho, abriu a porta da boate sorridente,
como sempre.
-Talvez queiram entrar! – E abriu caminho para Pequeno e
César.
Pequeno o empurrou e entrou bufando:
- Contador! Contador! Onde você está? O que está
acontecendo?
O Contador se encontrava no meio da pista de dança,
sorridente:
- O que ele está fazendo aqui a esta hora? A boate está
fechada hoje! – Rebateu Pequeno, indo para cima do Contador, que deu alguns
passos para trás.
- Calma, mestre! O Sr. Moranguinho está aqui por que o
chamei. Fizemos
um acordo e ele veio pegar a parte dele.
César segurou Pequeno pelos ombros:
- Calma, rapaz! Vamos ver o que aconteceu. Diga logo,
contador! Não vou conseguir segura-lo por muito tempo!
O Contador ajeitou a gravata e esticou as pregas imaginárias
de seu terno:
- Em primeiro lugar, de agora em diante, agradeceria se me
chamassem pelo meu nome: Aldous. Tratarei-os pelo primeiro nome daqui em
diante, uma vez que já estamos acertando os... – foi interrompido pelo soco de
direita de Pequeno e arremessado ao chão.
- Você vai me chamar de mestre! Eu te criei! Você me
obedece!
Aldous, enquanto limpava um filete de sangue que escorreu do
canto de sua boca, respondeu:
- Que ironia, não?! Será que serei a primeira criatura a se
rebelar contra seu criador?
César fala irritado:
- Acaba logo com isso, Cláudia!
Pequeno olha para as próprias mãos confuso, olha ao redor e
para o chão.
- Eu não posso, César! Eu não posso!

Nenhum comentário:
Postar um comentário