Sim, sou eu de novo: Antony. Desculpe a demora em escrever:
os dias tem sido perigosos por aqui. Hoje vou falar sobre uma das bases da
cidade de Concórdia: tão importantes quanto cada dínamo que roda por estas
ruas: os magos.
Os habitantes os chamam de feiticeiros, mas o pronome de
tratamento certo para usar é: vossa magnificência. São imponentes, andam pela
cidade alta e baixa em seus cavalos robôs com seus cajados na mão direita, geralmente usando uma máscara de metal. Impossível não notá-los e temê-los:
Eles estão acima dos guardas, dos xerifes e até mesmo do governador (todos
estes não tem sua condição vitalícia).
Não se sabe o que faz um Mago nascer, sabemos apenas que
eles nascem e quando se tornam adultos, aos treze anos, se são detectados (isso
é, se seus poderes realmente são notáveis), são levados à casa da Árvore (onde
os magos moram e estudam) e lá vão viver e aprender a serem o que são. Não há
prestígio maior, importância maior ou destino maior.
Há os magos que não desenvolvem, estes nem são levados à
Casa da Árvore. Eles são capazes de fazer apenas um ou outro truque, achar
água, comandar pássaros... Não passam de “bruxedos”, como dizem, por isso as
pessoas os chamam de bruxos, curandeiros, parteiras... quase toda família tem
um tio-avô doido que vive os dias tirando a sorte ou mexendo com plantas. Os magos
os desprezam, pois não tem o potencial para se tornar um deles, a cidade usa de
seus serviços quando convém, mas os trata como doidos.
Ouvi dizer que existem 20 magos treinados em Concórdia e
cerca de 10 aprendizes: Nenhuma outra cidade tem tantos.
Os justiceiros e malfeitores nunca sobem até a cidadela com
medo deles, pelo menos não tanto quanto o fariam se eles não estivessem lá, no
entanto fazem a festa na cidade baixa, onde há lugares que nem mesmo a guarda
chega.
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